O que pode mudar no turismo pós pandemia? - Passagem Aérea

O que pode mudar no turismo pós pandemia?

Zeca de chapéu

O que pode mudar no turismo pós pandemia?
Especialista sugere cenários do que pode ocorrer com o setor

Com agências de viagens fechadas e aeroportos às moscas, não precisa de muito para chegarmos à conclusão de que o segmento de turismo não será o mesmo, ao menos a curto ou médio prazos, não é?

Enquanto cada elo da cadeia produtiva busca alternativas para amenizar seus prejuízos, já é tempo de uma reflexão bem como projetar cenários futuros. Uma das pessoas que puxam a fila neste contexto é a Diretora da Pires & Associados e Matcher, Jeanine Pires, que traz 5 ideias do que podem mudar no Turismo.

No caso da indústria de viagens e turismo, uma das mais impactadas diante da pandemia, sabemos que ela vive um cenário totalmente inédito e sem precedentes. Principalmente pelo fato de que as pessoas pararam de se locomover.

Dos deslocamentos mais simples, dentro das cidades, até as longas viagens internacionais a população está em casa se protegendo e evitando a ampliação do contágio.

Embora seja muito cedo para qualquer conclusão uma situação é fato: já é possível computar um prejuízo enorme no setor, desde pequenas empresas até grandes empreendimentos.

Somente as empresas aéreas já projetam uma perda de US$ 252 bilhões neste ano. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo, são US$ 39 bilhões de bilhetes comprados e não voados que são responsabilidade das companhias.

Se existia uma previsão de crescimento do turismo global entre 3 e 4% em 2020, a estimativa passou a ser de uma queda entre 20 a 30% nas viagens, além de uma perda de US$ 300 a 450 bilhões nos gastos dos viajantes internacionais, segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT).

Ainda de acordo com a entidade, serão necessários entre 5 a 7 anos para recuperar as perdas deste ano no setor. A nível de comparação, em 2009, com a crise econômica global, as chegadas de turistas internacionais caíram 4% e durante a SARS, a queda foi somente de 0,4% em 2003.

Aqui no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR), na semana de 23 de março desse ano as empresas associadas já apresentaram uma redução de 75% na demanda nacional e de 95% na internacional em relação a igual período de 2019.

Diante deste cenário, a única certeza é de que o setor já não é mais o mesmo negócio, e que, provavelmente as respostas para as possíveis dúvidas ainda estejam em mutação. Seguindo esta linha, confira 5 temas levantados pelos especialistas e que valem uma reflexão:

1- Assim como ocorrido quando do 11 de setembro, muitas medidas novas de restrições e segurança sanitária devem passar a fazer parte das jornadas de viagens. Sendo a segurança uma preocupação de viajantes e de autoridades de fronteira, todos irão buscar viajar com proteção e evitar possíveis contágios.

Tendo a segurança como uma prioridade, o desafio de autoridades e de empresários será garantir que as medidas de proteção sejam tomadas sem prejudicar os deslocamentos. Poupando tempo e garantindo o livre trânsito de pessoas;

2 – Como a pandemia evolui em cada país e continente de uma forma, a probabilidade é de que num primeiro momento o predomínio de viagens será doméstico. Em seus países as pessoas possuem mais informação, sentem-se mais seguras e assim ficam mais à vontade para fazer deslocamentos a negócios e a lazer.

A retomada das viagens internacionais deverá variar muito de acordo com o país. Cada realidade, com a progressiva oferta de voos e a situação de toda a cadeia do setor de viagens e turismo local.

Como o turismo é uma atividade que tem mostrado ao longo de décadas uma grande capacidade de recuperação, neste primeiro momento é importante observar como será o comportamento do consumidor no final de 2020. Além disso, nos períodos de alta temporada de cada continente para entender o passo da retomada de forma paulatina;

3 – Uma forma de minimizar os impactos e garantir a sobrevivência de empresas, empregos e a recuperação do setor deve passar, imprescindivelmente, pelo diálogo entre autoridades públicas e empresários. Principalmente porque o setor é responsável por 1 em cada 10 empregos no planeta.

Dependendo do tamanho da empresa, da duração (impossível prever) da crise e das paralisações de viagens, e do segmento de atuação, são necessárias medidas que possam monitorar diariamente o cenário e que, objetivamente, auxiliem e apoiem as empresas para a manutenção de empregos e o enfrentamento da crise. Diversas entidades mundiais e nacionais já divulgaram recomendações e orientações que ajudam a entender os tipos de medidas que podem ser tomadas;

4 – Mudanças de hábitos do consumidor é outra tendência esperada, mesmo que ainda seja cedo para entender como isso se dará. Talvez siga adiante (mas por outros motivos) a ideia de evitar lugares com muitas pessoas, evitar o overtourism; a exigência de atitudes sustentáveis também poderá ser elevada. Buscando destinos aonde o respeito ao meio ambiente se traduzirá em mais segurança sanitária em todos os aspectos.

Talvez ainda, vivenciemos alteração de períodos de férias, quando poderá ocorrer a busca de viajar em baixa temporada. Infelizmente também poderemos presenciar preconceitos com a procedência de turistas, trazendo um comportamento preconceituoso ou pejorativo por parte de comunidades locais ou até de profissionais. É difícil imaginar as mudanças, mas certamente o cliente será cada vez mais o protagonista de suas decisões, na busca de experiências mais autênticas. Porém mais seguras e com uma interação ainda mais engajada em todas as etapas de sua viagem;

5 – Adaptação e imagem das empresas, esses certamente serão aspectos a serem focados no cenário pós pandemia. As empresas terão que avaliar rapidamente as mudanças e fazer adaptações para garantir sua competitividade. Lembrando que mais do que adaptações de gestão serão importantes aquelas que irão entender e atender às necessidades dos clientes.

Isso está diretamente relacionado à imagem de sua marca. Ela terá que passar ainda mais segurança, transmitir valores reais e demonstrar sua dedicação à respostas rápidas e precisas ao consumidor. Isso vale para empresas e também para destinos, que terão novos desafios de comunicação e marketing.

Mesmo diante de um cenário tão imprevisível, fato é que o desejo das pessoas de viajar não desaparecerá. No entanto, um aspecto diante do cenário do turismo no planeta é certo: quando as restrições a viagens forem suspensas e os hotéis reabrirem os viajantes podem estar certos de que o trabalho de limpeza e conservação terá posição central e atenção especial de seus hóspedes.

Fonte: Panrotas

Portanto, aproveite esta dica e feche já a sua viagem!

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