Panamá – Seu próximo destino na América Central

Dicas e motivos para viajar para a Cidade do Panamá

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Ninguém sabe muito bem definir qual é a do Panamá, o país mais próspero da América Central. A verdade é que esse pequeno quer (e pode) surpreender você, muito além do chapéu e do canal.

Sempre que vou viajar, gosto de fazer uma lista mental das coisas que sei sobre aquele país. Depois, durante a viagem, gosto de reparar semelhanças com outros lugares que já conheço. Por fim, de volta ao lar, gosto de criar uma definição única para o destino em questão. Pois bem, eis o Panamá. O Panamá é um paciente e tanto para ocupar o divã e se submeter a essa minha análise.

Vejamos: de lá, conhecemos o canal, o aeroporto cheio de conexões para os EUA e o Caribe, as compras vantajosas e, claro, o chapéu-panamá (que não é exatamente originário do país, como conto adiante). Quando cheguei à capital, Cidade do Panamá, começaram as associações: o skyline beirando a água com moldura de palmeiras lembra Miami, os arranha-céus com um quê futurista aspiram a Dubai, o centro histórico de fachadas coloridas está páreo para a colombiana Cartagena, o trânsito cheio de nós e carros encaixados feito peças de Tetris é uma loucura à la Caracas.

E, então, chego à difícil tarefa da definição, última etapa desse diagnóstico. Não se define a capital panamenha com tanta facilidade quanto “cosmopolita” cabe a Nova York, “romântica” a Paris e “histórica” a Roma, por exemplo – por maior que seja o clichê desses termos. Não é que a cidade, representando o país como um todo, não tenha personalidade. Tem, sim. Mas, sendo ponto de passagem muito mais do que de parada, é claro que as influências vindas de todos os cantos são muitas – e intensas, a ponto de ofuscar os traços próprios da nação aos olhos de quem vem com pressa.

Tem sido assim nos últimos cem anos, desde que o Canal do Panamá foi inagurado, transformando a região em ponte estratégica entre os oceanos Pacífico e Atlântico, via Mar do Caribe. Por dia, 14 mil embarcações atravessam o sistema de câmaras que enchem e esvaziam, nivelando os oceanos em uma das obras mais complexas da engenharia. Mas nenhuma embarcação, de fato, fica. É um corredor de passagem. Acontece quase o mesmo com os aviões que aterrissam no aeroporto de Tocumen, autodenominado “hub das Américas”, que recebe cerca de 8 milhões de passageiros por ano, a maioria em trânsito.

Só que, para notar a personalidade panamenha além do canal, do chapéu, do aeroporto e das compras, é preciso ficar. É por isso que a Copa, companhia aérea nacional, decidiu não cobrar nada a mais nas passagens de quem quiser estender a conexão de umas horas para uns dias. E aí, com um pouco mais de tempo, você consegue entender que o caráter do Panamá se divide em duas facetas: a histórica e a moderna, que se equilibram na formação de um ego que o Ministério do Turismo panamenho, em busca de uma identidade, apresenta como “the way”. Um caminho, afinal, é mais que uma passagem.

PANAMÁ HISTÓRICO

A geografia naturalmente transformou o Panamá em um ponto estratégico na rota “colônias-reino”, por onde escoavam ouro, prata, mercadoria e pessoas das entranhas da América rumo à Espanha. O primeiro registro que se tem da área é de 1501 – ou seja, primórdios da história americana pós-Colombo. Em 1513, a exploração do território foi intensificada pelo espanhol Vasco Nuñez de Balboa – cujo sobrenome, séculos depois, batizaria a moeda nacional, versão panamenha do dólar, com valor de um para um.

A população do que hoje é a Cidade do Panamá, fundada em 1519, subiu de 100 para 5 mil pessoas em cem anos. Mas a posição vantajosa, no fim, acabou se mostrando uma armadilha, já que o lugar era alvo constante de ataques, saques e incêndios empreendidos por piratas. O capítulo mais avassalador dessas batalhas foi em 1671, quando depósitos de pólvora explodiram, reduzindo tudo  a ruínas.

Como em todo bom divã, falar do passado é uma forma de aliviar as dores. No caso, essa regressão é necessária para entender o que é Panamá Viejo – exatamente as ruínas daquela primeira Cidade do Panamá, mantidas como no século 17. Depois da destruição, os moradores resolveram reerguer a cidade em uma península a oito quilômetros do núcleo original. O sítio da antiga capital, que pode ser visto no caminho entre o aeroporto e a parte moderna, tornou-se um popular ponto turístico, reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade. Ali, em Panamá Viejo, restos da igreja matriz, do convento e da cadeia são alguns dos destaques de uma visita – que não tem tour guiado, portanto vai bem fazer uma pesquisinha antes ou passar no centro de visitantes em busca de um mapa.

A cidade que nasceu depois do incêndio de 1671 é hoje o Casco Antiguo, que, para não sofrer novos ataques, ganhou muralhas ao seu redor, agora em ruínas. Nos últimos anos, esse centro histórico tem sido revitalizado, ganhando mais charme a cada dia. É onde se escancara a influência colonial espanhola, que marca a arquitetura caribenha em forma de sobrados coloridos, com varandas de madeira floridas. E ali é que se forma aquele retrato meio Cartagena. A associação, aliás, faz sentido, já que o Panamá foi parte da Colômbia até 1903, quando recebeu apoio dos EUA para se libertar.

Ou talvez a região também se pareça com La Paz, a capital boliviana – pelo menos esse foi o papel interpretado pelo Casco Antiguo no filme  007 – Quantum of Solace em 2008. Durante as filmagens, Daniel Craig, o James Bond, hospedou-se no charmoso Canal House, hotel-butique de apenas três quartos, que ocupa uma mansão do século 19 restaurada.

Mas ainda falta um bocado para que o Casco Antiguo seja 100% bonito. Muitas casas estão maltratadas e dão lugar a cortiços, mas o policiamento é intenso. Igrejas coloniais em ruínas também dão o tom. Já a Catedral Metropolitana, do século 18, passou um bom tempo abandonada até ser restaurada em 2003 – algo que garantiu um aspecto “camuflado” à fachada, com pedras em diferentes tons. Ela fica na Plaza de la Independencia, a típica praça de cidade pequena – com direito a coreto. Nos arredores, o Museo del Canal Interoceánico retoma o tempo das travessias marítimas quando ainda não havia o canal e mostra a construção do complexo.

Foi durante as obras, aliás, que o chapéu-panamá se tornou popular na cabeça de engenheiros e militares envolvidos. Mas a consagração veio mesmo, dizem, quando o presidente americano Theodore Roosevelt visitou o canteiro de obras usando um modelo. Pobre Equador: o país vizinho, fabricante original do chapéu, perdeu os louros para o Panamá, onde a moda de fato pegou. No centro histórico, muitas lojas fazem do chapéu a sua especialidade, com os mais variados tipos.

A prosperidade e a modernidade trazidas pelo canal fizeram com que a vida cotidiana rumasse para longe do agora nostálgico Casco Antiguo. Mas aqui o comer e beber ainda é mais autêntico. Bons restaurantes surgiram na região, embalados pelos ventos de renovação. Caso do Manolo Caracol, que serve a fresca culinária caribenha, com muitos frutos do mar e peixes. A noite começa bem com uma caminhada pela calçadão, seguida de umas boas taças no DiVino Enoteca, um aconchegante wine bar à meia-luz com música ao vivo. Dali, a pedida é voltar no tempo no Habana Panamá, um casa de salsa no melhor estilo cubano retrô. Na boca do Centro Histórico, do lado de fora, fica um ponto de parada crucial: o mercado de peixes, ideal para provar ceviches panamenhos a um dólar ou comprar peixe fresquinho nas barracas, a ser preparado no restaurante no andar de cima.

Divino Enoteca - Panamá

Divino Enoteca – Panamá

PANAMÁ MODERNO

Do Casco Antiguo, tem-se uma curiosa vista da parte moderna. Um constraste interessante de uma cidade que cresceu, virou centro financeiro da América Central e agora tem um skyline comparável ao de grandes cidades do mundo. Pelo menos 30 prédios extra-altos arranham o céu da Cidade do Panamá – entre eles, empreendimentos globais que aportaram por ali nos últimos anos, como os hotéis Waldorf-Astoria e Trump (o mais alto, com 280 metros, que lembra o Burj Al Arab, de Dubai). A construção mais ousada é, provavelmente, a Revolution Tower, chamada de “El Tornillo” – o parafuso, por conta de seu formato espiralado.

Ali, no distrito financeiro, também é comum encontrar cassinos desde 1997, quando o jogo foi legalizado no país. Eles são operados por hotéis de luxo, como Continental, Sheraton e Marriott. No total, há cerca de 20 estabelecimentos para tentar a sorte na capital.

E se o Panamá fez sua fama em cima das compras, não foi à toa. Muita gente fala da zona franca, onde não há cobrança de impostos. Bem, não é exatamente o paraíso – ela fica em Colón, cidade distante uma hora da capital e de fato vale a pena para quem compra no atacado. Tudo o que for comprado ali tem que ser despachado para o aeroporto (ou navio), onde o cliente deve retirar suas compras antes de partir.

Mas é muito mais fácil – e não menos vantajoso – limitar-se aos shoppings da Cidade do Panamá. Não são poucas opções. Quem está em conexão opta pelo Metromall, a 15 minutos do aeroporto (tem até transfer gratuito). O Allbrook Mall é bastante popular, com 500 lojas entre marcas conhecidas e outras locais. Já o Multiplaza é o shopping de luxo, reunindo grifes internacionais. Os preços, vale dizer, são um pouco mais altos do que nos EUA – por isso, se o destino final for Nova York, Miami ou Orlando, comprar no Panamá não é tanta vantagem. Quem, por outro lado, não for sair do aeroporto, recentemente expandido, também conta com boas e variadas lojas duty free.

Obra ainda com cheirinho de nova, a Cinta Costera é uma tentativa de desafogar o trânsito esmagador da cidade. Ao longo de sua extensão, acompanhando a orla, uma série de opções de entretenimento começa a tormar lugar, como parques, ciclovias, mirantes, fontes e espelhos d’água.

A Cinta deve levar até a Calzada Armador, via que conecta o continente a três ilhas vizinhas – como Toboga, a opção mais rápida para curtir uma praia perto da capital, com barcos que saem dos píeres da Calzada. Perto dali, eis o colorido Biomuseu, um prédio moderninho assinado pelo arquiteto Frank Gehry (o mesmo do Guggenheim da Espanha). Com data de inauguração constantemente adiada, o museu vai contar a história do istmo do Panamá e como sua formação, há 3 milhões de anos, afetou a biodiversidade do planeta.

O museu fica no terreno de uma antiga base militar americana – todas as instalações antes ocupadas pelos EUA estão sendo convertidas em instituições culturais e educacionais. A presença americana durou desde a independência panamenha em 1903, época em que foi acordada a construção do canal, até 1999, quando o controle do complexo foi concedido ao governo nacional.

O Canal do Panamá é, enfim, uma obra de importância mundial, que diminiu drasticamente o tempo e os gastos de navegação – antes dele, as embarcações precisavam descer até o extremo sul da América para passar de um oceano ao outro. Hoje, basta percorrer os 80 quilômetros do corredor interoceânico, cuja construção completa 100 anos em 2014. Três jogos de eclusas compõem a passagem, servindo como elevadores para as embarcações, de cargueiros a cruzeiros. Está em construção um novo jogo de eclusas, que permitirá a passagem de navios ainda maiores.

Tudo isso pode ser acompanhado de perto tanto na eclusa de Miraflores, mais perto da capital, como na de Gatún, próxima a Colón. A primeira tem um centro de visitantes com exibição de filme 3D sobre a obra, plataformas para assistir ao processo de perto, lojinha de suvenires e cafeteria. Todo mundo, afinal, quer ver o símbolo-mor do Panamá, na falta de outras imagens mais apelativas. Este é, portanto, o meu diagnóstico: o Panamá, carecendo de definições exatas, foge aos clichês – o que, para um destino turístico, é uma massagem ao ego.

Casco Antiguo - Panamá

Casco Antiguo – Panamá

PANAMÁ PARAÍSO

É claro que um país situado na boca do Caribe não deixaria de usufruir daquela imagem de areia branquinha e água azul-esverdeada. No Panamá, esse retrato de sonho ganha vida em San Blas, um conjunto de 365 ilhas, guardadas pelos índios Kuna Yala. Um pequeno aeroporto recebe voos vindos da capital, distante pouco mais de meia hora. Também é possível chegar de barco. Canoas motorizadas levam os turistas de uma ilha a outra. Há opções de hospedagem (bastante rústicas) em algumas ínsulas, como as cabanas-palafita do Kwadule Lodge e do Wailidup. Muitos visitantes, porém, preferem fazer bate-volta de um dia desde a capital.

San Blas - Panamá

San Blas - Panama

San Blas - Panamá

San Blas – Panamá

Por: Diego Cirne – Seu Próximo Destino

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