Os castelos mais bonitos do Vale do Loire

Lista com os 7 melhores châteaux do Vale do Loire

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Encostado em Paris, o Vale do Loire é um verdadeiro jardim de castelos, incrementado pelo charme de cidadezinhas medievais, hotéis e restaurantes.

A 120 quilômetros de Paris, o Vale do Loire guarda a maior concentração de castelos do mundo. Eles começaram a ser construídos no século 14, um pouco depois da batalha de Azincourt, quando os ingleses dizimaram os franceses e expulsaram o rei Carlos VII da capital, forçando-o a procurar refúgio perto do Rio Loire. A partir de então e até o século 18, essa área de 800 quilômetros quadrados foi alvo do ego da nobreza, em concorrência para ver quem construía a fortaleza mais bonita. Bom para nós, que hoje pulamos de château em château (são quase 300, de construções medievais a renascentistas) em uma aula finíssima de arquitetura e história. De quebra, ainda há paradas estratégicas para provar os ótimos vinhos da região, leves e frescos.

Há trens que ligam facilmente Paris a Tours, Blois e Amboise, três famosas sedes do percurso. Você é quem escolhe: ir por conta própria ou fazer uma excursão guiada com agências de turismo; passar um dia só ou até uma semana zanzando por ali. O melhor mesmo é alugar carro e traçar um roteiro de alguns dias, para curtir os castelos sem afobação e, quem sabe, até se hospedar em um deles. As estradas são excelentes e as cidadezinhas pelo caminho proporcionam caminhadas gostosas, com suas catedrais históricas, restaurantes e hotéis de charme.

OS 7 MELHORES CHÂTEAUX 

Château de Chenonceau

Depois de Versailles, este é o castelo mais visitado da França, conhecido como o Castelo das Damas, já que em sua história predominaram mulheres. Uma delas, inclusive, é a célebre Catherine de Medici, que, após a morte do marido, Henrique II, tomou o palácio da amante mais famosa do rei, Diana de Poitiers (para quem o monarca havia conferido tão singelo presente) e o transformou em sua residência favorita.

Esse château é esplêndido, construído em 1513 praticamente como uma ponte sobre o Rio Cher, com cinco arcos que refletem na água junto com o resto do palácio. De babar! A visita interna evidencia todo o glamour da época, com mobílias renascentistas, tapeçarias do século 16 e quadros de mestres como Rubens. Lá fora, estendem-se pela propriedade os jardins à la française, enormes e simétricos, e uma fazendinha. Há área para piquenique e o restaurante L’Orangerie, aberto no almoço.

Antes de ir, confira no site a agenda do castelo, que está sempre com um evento novo, como visitas noturnas e exposições temporárias.

Entrada: € 12,50
Site: chenonceau.com

Château de Chenonceau

Château de Chenonceau

Château de Chambord

É o maior dos castelos do vale, com 426 salas, 282 chaminés (que criam um efeito legal no telhado) e 77 escadarias, bem no meio do maior parque florestal da Europa. Foi construído pelo rei François I para dar suporte às suas expedições de caça.

Após uma viagem à Itália, ele trouxe ninguém menos do que Leonardo da Vinci para fazer um esboço do que seria o magnífico château renascentista. Os franceses costumam ironizar que Chambord conserva uma função simbólica, mesmo sendo considerado inútil, já que foi habitado por pouquíssimo tempo: ele recorda o que os soberanos eram capazes de construir por puro bon plaisir – ou seja, deleite.

Na visita ao interior, repare nas escadas em dupla hélice, duas escadarias em espiral que fazem o mesmo caminho até o terraço, mas não se encontram em nenhum andar: assim, duas pessoas podem subir ou descer ao mesmo tempo e só se encontrar no topo ou no térreo. A coleção de tapeçarias também é notável, já que encontra o lugar de exposição perfeito nas salas amplas e altas do castelo.

Entrada: € 11
Site: chambord.org

Château de Chambord

Château de Chambord

Château d’Amboise e Château du Clos Lucé

O primeiro castelo é mais interessante pela cidadezinha onde fica, a mais gostosa da região. Amboise tem todos os clichês de uma vila medieval francesa: ruelas de pedra, floreiras nas janelas e restaurantes com terraços charmosos para tomar taças e taças de vinho branco.

O castelo real abrigou várias gerações da coroa francesa e tem um jardim suspenso bem bonito, com vista para toda a cidade e para o Rio Loire. Apenas um quinto da construção original foi preservado, alvo de inúmeros ataques e disputas de poder ao longo dos séculos. A atração principal fica na capela: a tumba de Leonardo da Vinci.

O pintor italiano morou e trabalhou na região nos seus últimos três anos de vida, a mando do rei François I. Ele foi presenteado com o castelo de Clos Lucé, que se tornou um museu muito interessante (mais do que a visita ao castelo de Amboise). Além dos aposentos onde vivia da Vinci, é possível passear pelos fantásticos jardins da casa,  em volta de um lago, bem floridos e didáticos, com reproduções interativas das invenções do gênio espalhadas pela área. Todo mundo entra na brincadeira.

Em Clos Lucé, uma corda separa os visitantes de uma escada, onde a imagem de Vinci é representada logo abaixo. Ali fica a entrada de um túnel que liga a casa do pintor aos aposentos do rei, no castelo (a 500 metros). Dizem que os dois eram amantes.

Entrada: € 10,70 (Amboise); € 14  (Clos Lucé)
Sites: chateau-amboise.com e vinci-closluce.com

Château d’Amboise e Château du Clos Lucé

Château d’Amboise e Château du Clos Lucé

Château de Cheverny

É famoso como a inspiração do desenhista belga Hergé na criação do Château de Moulisart, que aparece nas histórias de As Aventuras de Tintin. Volta e meia, pinturas do personagem surgem pela cidadela charmosa e pelos arredores do castelo, que tem extensos jardins com árvores enormes e centenárias. Um canil com mais de 100 cães de caça impressiona os visitantes.

Construído no século 17, o castelo é um grande exemplo da arquitetura clássica francesa. Um fato curioso aqui é que parte dos descendentes da família Hurault ainda vive numa área reservada do castelo, que pertence a eles há mais de seis séculos. Por nada no mundo é possível atravessar a barreira que separa a parte dos visitantes da deles, mas fotos sorridentes dos familiares aparecem pelo caminho para matar a curiosidade.

Mesmo pequeno, o castelo é muito gracioso, decorado com flores sempre impecáveis e frescas. Quase na saída, uma adega permite degustar e comprar os vinhos da região. Há muitos vinhedos por ali, você vai reparar na estrada.

Entrada: € 9,50
Site: chateau-cheverny.fr

Château de Cheverny

Château de Cheverny

Château de Blois

Antiga residência de dez rainhas e sete reis franceses, não é nenhuma novidade dizer que esse conjunto de quatro castelos, construídos em diferentes épocas, é magnífico. Não à toa, foi a residência preferida da realeza por mais de um século. Os apartamentos são ricamente mobiliados e o salão de festas é decorado do chão ao teto com inúmeras flores-de-lis, muito usadas para simbolizar a monarquia francesa – ali, quem quiser, pode brincar de disputar o trono real, mas só para tirar fotos.

No primeiro andar ficam os apartamentos de François I (que adorava um castelo e por isso está em todas), extremamente luxuosos e restaurados. Muitas das mais de 30 mil obras de arte do castelo ficam por ali, espalhadas pelo palácio ou nos seis salões que abrigam o Museu de Belas Artes.

Não perca o Quarto do Rei (de Henri III, no caso, neto de François I e filho de Catherine de Medici), onde o Duque de Guise, famoso personagem ultracatólico e oponente da rainha, foi assassinado em uma emboscada armada pelo rei com 45 guardas reais.

Saindo do pátio central, a cidade de Blois é linda e conta com algumas atrações, de igrejas a uma Maison de la Magie (Casa da Magia), logo em frente ao castelo, diversão das crianças. Suba as ladeiras de pedra até chegar à Igreja de St. Nicolas, de onde se alcança a vista panorâmica da cidade e das pontes sobre o rio Loire.

Entrada: € 9,80
Site: chateaudeblois.fr

Château de Blois

Château de Blois

Château d’Azay-le-Rideau

O mais impressionante desse castelo é que ele foi construído em uma ilha no meio do Rio Indre, então, praticamente desponta das águas, formando um belo reflexo, como o Chenonceau. Balzac diria mais tarde que ele era como “um diamante talhado em facetas e incrustado no Indre” – um elogio desse não é pra qualquer um.

Ao contrário dos outros, ele não foi ideia de nenhum monarca, mas sim do tesoureiro de François I, Gilles Berthelot. Este, no entanto, foi acusado de fraude pelo governo e precisou fugir do palácio antes do término das obras – por conta dessa interrupção, ele continua do mesmo jeito até hoje, em formato de L.

Entrada: € 8,50
Site: azay-le-rideau.monuments-nationaux.fr

Château d’Azay-le-Rideau

Château d’Azay-le-Rideau

Château e jardins de Villandry

É imprescindível que o tempo esteja bom quando você for visitar este castelo, já que o grande barato dele está em seus seis jardins milimetricamente simétricos, separados em quatro alas que representam o amor (carinhoso, apaixonado, volúvel e trágico). Destaque para o jardim de águas, em volta de um lago, para a horta, com vários legumes vistosos contrastando entre si, e para o de plantas aromáticas e medicinais.

O castelo em si não tem muita história, já que foi o último do vale a ser construído. Tanto que, no fim do século 20, ele seria demolido se o espanhol Joaquin de Carvallo não o houvesse comprado – hoje, os bisnetos dele são os responsáveis pela propriedade. Ainda bem, o Vale do Loire seria menos colorido sem ele.

Entrada: € 10 (jardins + castelo); € 6,50 (só jardins)
Site: chateauvillandry.fr

Château e jardins de Villandry

Château e jardins de Villandry

Restaurantes e hotéis charmosos

Esta viagem contemplativa pede momentos de descanso e degustação. Selecionamos alguns hotéis e restaurantes perfeitos para isso!

Hotéis

Domaine des Hauts Loire (Onzain)
Lembra da experiência de se hospedar em um castelo? É aqui mesmo. Esse antigo pavilhão de caça, construído em 1860, faz parte da conceituada rede Relais&Châteaux, na qual é classificado com quatro estrelas. Além dos 25 quartos confortáveis e de uma área interna impecavelmente decorada, tem um parque com lago, piscina e quadra de tênis. Destaque também para seu restaurante duas estrelas no guia Michelin, comandado pelo chef Rémy Giraud, que serve pratos da culinária local em sintonia com os vinhos da região.
Rue Gilbert Navard, 79, D1 Route de Mesland, entre Tours e Blois. domainehautsloire.com. Diárias a partir de € 190.

Château d’Artigny (Montbazon)
Ao sul de Tours, o sonho de se hospedar num castelo continua aqui. Antes de virar hotel, o Château d’Artigny pertencia ao perfumista francês François Coty, o primeiro a criar uma linha industrial de cosméticos, que até hoje bomba na França sob seu sobrenome. Às margens do Rio Indre, tem 25 hectares de parque, com direito a jardim francês. De seus únicos sete quartos, duas suítes são familiares, o que é raro na região, e acomodam até duas crianças cada. Também conta com o restaurante L’Origan (que oferece cursos de gastronomia), spa e área externa com piscina.

Rue de Monts, 92, em Montbazon (próximo a Tours). grandesetapes.fr. Diárias a partir de € 115.


Este hotel, antigo albergue da cidade de Montlivault, foi construído no século 19 e reformado pelo atual proprietário, o chef Ludovic Laurenty. Classificado como três estrelas, tem um estilo mais moderno e clean do que os hotéis-château, ótimo para quem já cansou do luxo decorativo da realeza. O restaurante segue a linha sóbria dos quartos, com pratos do terroir local e produtos frescos. Bem próximo ao castelo Chambord.
Route de Chambord, 25. lamaisondacote.fr. Diárias a partir de € 80.

Restaurantes

Le 36 (Amboise)
Aos pés do Château d’Amboise, este restaurante fica no hotel-castelo Le Choiseul e é considerado um dos melhores da região do vale. A dica é chegar pouco antes do pôr do sol e pegar uma mesa próxima à janela, para assistir ao espetáculo sobre o Rio Loire com uma bela planche de charcuterie (tábua de frios) e vinho.

Quai Charles Guinot, 36. le36-amboise.fr. Diariamente, das 12h às 14h e das 19h15 às 21h.

La Cuisine de Georges (Tours)
O melhor aqui é o clima conviviale, como dizem os franceses, bem descontraído. O salão é pequeno, com ares de épicerie e uma mesa comunitária no centro. As fórmulas (entrada + prato principal +s obremesa) são saborosas e baratas, de € 12 a 21, e incluem quiches e pratos tradicionais da culinária francesa, como o steak tartare e o coq au vin, tudo home-made e fresquinho. As sobremesas são clássicas.
Rue Georges Courteline, 20. lacuisinedegeorges.com. De segunda a sábado, das 12h às 20h.

Le Coup de Fourchette (Blois)
Um restaurante simples, mas com pratos saborosos, bem feitos e bem servidos, a preços justos. Uma ótima opção, portanto, para famílias. No centro de Blois, com fórmulas a partir de € 10.
Quai de la Saussaye, 15. De segunda a sábado, no almoço; de quinta a sábado também no jantar.

Por: Ana Ferrareze – Seu Próximo Destino

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  1. maria gorete de oliveira disse:

    Adorei a ideia de fazer este passeio no mes de junho, como devo proceder? Vcs tem um roteiro???como fazer as rezervas???

  2. Nydia disse:

    Também gostaria de um roteiro, devo visitar em junho


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